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E-commerce na prática: como montar uma loja virtual do zero

E-commerce na prática: como montar uma loja virtual do zero
#Marketing
13 de agosto - min de leitura

Como montar um e-commerce partindo do zero de forma descomplicada. Aprenda excelentes estratégias de negócios e fuja dos erros mais comuns.


Desde que a pandemia causada pelo novo coronavírus chegou ao Brasil, o comportamento de consumo das pessoas passou por mudanças significativas, o que também mudou a atuação de varejistas e muitos começaram um e-commerce do zero.

Neste cenário, o virtual ganhou uma importância nunca antes vista no país. Segundo estudo do Movimento Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), somente nos cinco primeiros meses de 2020, o e-commerce brasileiro faturou quase R$ 42 bilhões, número 57% maior do que no mesmo período de 2019.

Nestes números, estão inclusas 100 mil novas lojas virtuais que foram colocadas no ar durante a pandemia. Fatores que já seduziam empresários, como baixo investimento inicial e boa rentabilidade, ajudaram tanto quem já pensava em abrir um e-commerce quanto quem precisou fazer isso às pressas.

Com isso, vem também a necessidade de alertar sobre a importância de se ter organização e planejamento na hora de abrir um e-commerce do zero. Afinal de contas, seguindo uma tendência geral do empreendedorismo no Brasil, muitas lojas virtuais ‘fecham as portas’ ainda no primeiro ano de atuação.

Planejamento

O primeiro passo é estudar o mercado digital e saber mais sobre o segmento no qual se pretende ingressar. Com isso, é possível conhecer e entender as ‘dores’ dos consumidores que serão o público-alvo do negócio, para saber como os produtos ou serviços que serão oferecidos podem saná-las e agregar valor.

Pensar no real propósito do negócio é, mais do que nunca, um ponto fundamental. É preciso saber onde se quer chegar. Consumidores são ainda mais exigentes nos meios digitais, e estão cada vez menos dispostos a comprar produtos e serviços que não agregam valor e não entregam um propósito muito claro.

Estabelecer metas iniciais pode ajudar a mensurar o andamento do negócio em seus primeiros passos, principalmente quando se fala em estruturação do modelo. Por isso, é importante, também, conhecer a concorrência do segmento, pois ela pode ter muito a ensinar, principalmente com problemas enfrentados anteriormente.

Avalie os diferenciais que o negócio pode ter. Oferecer mais do mesmo, definitivamente, não é o melhor caminho.

Fornecedores

Tão importante quanto saber o que e para quem se quer vender, é saber de quem se pretende comprar. Pois é, quando você abre um e-commerce do zero, logo percebe que precisa de fornecedores, pois não há como focar no core business ao mesmo tempo que se tenta fazer tudo o que é necessário para ter a loja no ar.

Pense que, para os produtos, você precisará de fabricantes, distribuidores, etc. Para o funcionamento da loja (site), você precisará de uma plataforma, dos meios de pagamento, de um sistema antifraude, dos canais de venda, etc.

Parece muita coisa, mas não se assuste. O mercado tem diversas opções muito interessantes para quem está começando um e-commerce do zero. O nível de investimento não precisa ser alto para quem não vai nascer gigante, como é o caso da maioria das lojas virtuais que surgem.

Plataforma

Para a escolha da plataforma, é preciso considerar o quanto se pretende crescer em curto prazo, pois só assim será possível definir o tipo ideal para o negócio. O mercado oferece algumas delas gratuitamente, com código aberto, mas somente as pretensões do negócio, somadas à disponibilidade de investimento inicial, poderão clarear a escolha.

Quando buscar fornecedores de plataforma, lembre-se de perguntar sobre a estrutura do código-fonte. A maneira como o código-fonte de um site é estruturado tem se provado, repetidas vezes, um importante fator de ranqueamento na página de resultados do Google. Plataformas de e-commerce que optam por um código limpo, de fácil compreensão e fortemente baseado em HTML tendem a ter vantagem nessa questão.

Além disso, pense no tempo de carregamento da página e tenha em mente que é importante considerar o que foi estudado no momento do planejamento. Por exemplo, não adianta criar um site que não seja responsivo a smartphones, pois o crescimento das compras via celular têm aumentando ano a ano.

Logística

Parte vital de um e-commerce, a logística tem que ser muito eficiente. Ela é a responsável por praticamente todas as etapas do fluxo de validação e finalização de uma compra.

Aqui, o varejista pode optar por trabalhar com os Correios ou transportadoras particulares. Independente da escolha, não se pode perder de vista a preparação para uma logística reversa, pois produtos, em diversas circunstâncias, podem ser devolvidos ou trocados por clientes, e este processo não pode ser um problema.

Meios de pagamento

Os meios de pagamento são as ferramentas responsáveis pelo caminho que o dinheiro percorrá da conta do cliente até a do varejista, e é fundamental que o comerciante conheça cada etapa deste processo.

No e-commerce, quando se fala de meios de pagamento, não se fala apenas de dinheiro, cartão e boleto. Atores como emissor, gateway, adquirente e subadquirente, pouco conhecidos por quem não atua no setor, são primordiais para que lojistas virtuais não percam vendas no momento do pagamento.

Cada lojista deve levantar os pontos que considera mais importantes para tomar a decisão sobre qual dos meios de pagamento deve utilizar.

É preciso considerar qual é o melhor sistema de cobrança para o modelo de negócio, comparar taxas cobradas por transação e emissão de boletos, escolher adquirente, gateway de pagamento, quantidade de bandeiras aceitas, solução <strong>antifraude</strong> utilizada, etc.

Antifraude

O aumento significativo das vendas no e-commerce aumenta também a fraude no setor. Segundo estudo da ClearSale, entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano, mais de R$ 608 milhões em fraudes foram evitadas.

Considerando que o comércio eletrônico não dispõe de alguns fatores de segurança que são comuns ao varejo físico, como presença da pessoa e checagem do chip do cartão, por exemplo, é importante contar com uma solução antifraude que ofereça equilíbrio entre tecnologia e inteligência humana para desenvolver camadas de segurança.

A ClearSale, por exemplo, investe maciçamente em inovação e tecnologia, o que permite aprovar, em média, 97% das compras de e-commerce, número substancialmente superior ao de países do primeiro mundo.

Isso quer dizer, entre outras coisas, ao pensar na escolha dos meios de pagamento, o varejista precisa ter em mente que o uso da solução antifraude pode não apenas garantir a segurança, mas também ajudar a aumentar suas vendas.

Estrutura e modelo de negócio

Os pontos anteriores dizem respeito ao que é necessário para colocar uma loja virtual no ar, mas é preciso pensar, também, em tudo o que é necessário para que haja tráfego (audiência) e que funcione. Ou seja, para que seja possível receber pedidos e finalizar pagamentos.

Além da estrutura legal, para que seja uma empresa devidamente registrada e regulamentada, é neste momento que o empreendedor precisa ter foco em ações que trazem o máximo de resultado, investindo apenas no que é realmente necessário para o que se chama de ‘mínimo viável’. Isso significa focar em pontos sem os quais não é possível colocar a loja para funcionar, e deixar todos os outros para um segundo momento.

Canais de tráfego no site

Via de regra, para iniciar a estrutura de vendas em um e-commerce, não é preciso muito mais do que um meio para atrair audiência e um outro para concluir as transações. No que diz respeito à audiência, as redes sociais podem ser grandes aliadas de quem está começando um e-commerce do zero. Elas são capazes de ajudar na captação, no atendimento e na fidelização de clientes, os quais passarão a conhecer o que você oferece.

Ainda no sentido de trazer mais audiência à loja virtual, vale ressaltar que campanhas afiadas de marketing digital podem colaborar substancialmente com o aumento de tráfego qualificado e, consequentemente, trazer mais conversões para o e-commerce.

Canais de vendas

O canal de vendas mais óbvio é o da plataforma. No entanto, a plataforma, por mais acessível que seja, traz consigo a necessidade de outros fornecedores, como visto anteriormente neste artigo, o que pode não ser o mais interessante para todos que estão ingressando no e-commerce. 

Alguns iniciantes podem optar por tentar vender antes mesmo de colocar o site no ar, até para testar se há ali realmente uma boa oportunidade. Para isso, algumas alternativas que têm sido bastante utilizadas são os marketplaces (como o Mercado Livre, por exemplo) e os links de pagamento, que podem ser enviados por WhatsApp ou redes sociais.

Dessa forma, enquanto você estrutura e testa alguma opções para seu e-commerce, produtos ou serviços já podem começar a ser vendidos. Assim, quando a loja virtual entrar no ar, você já terá algumas lições e sinais importantes sobre o que funciona e o que não funciona para sua loja.

Atendimento ao cliente

A excelência no atendimento é o que traz ao cliente a segurança de que eventuais problemas serão sanados sem qualquer transtorno, além de ser um ponto que garanta à empresa que seus clientes farão o melhor uso de produtos ou serviços.

Segundo uma publicação da revista Harvard Business Review, 23% dos consumidores que tiveram experiências boas com o atendimento contaram dessas experiência a 10 ou mais pessoas. Já no caso de experiências ruins, o número dobra: 46% deles relatam esse tipo de situação.

Ou seja, um atendimento ruim reverbera muito, e a credibilidade ferida é uma das piores coisas que pode acontecer para um e-commerce, principalmente para os que ainda estão começando. 

Portanto, pense em um atendimento excelente, que possa receber contato do cliente em mais de um canal. Seja rápido e eficiente na resposta, tenha o atendimento como uma oportunidade de fidelização, e não apenas como um problema para o negócio.

Indicadores

Muitos são os indicadores passíveis de medição em uma loja virtual. O problema, no entanto, é que muitos empresários não conhecem os números mais indicados para saber se o negócio segue, ou não, em um caminho de sucesso.

Taxa de aprovação de pedidos

A taxa de aprovação de pedidos é uma métrica primordial, mas que precisa estar em equilíbrio com outros números, como tempo de resposta e taxa de chargeback (estorno).

Se a aprovação é muito baixa, provavelmente a taxa de chargeback e o tempo de resposta estarão controlados, mas a loja estará, certamente, recusando muitos clientes legítimos. Por outro lado, se a aprovação é muito alta, mas o tempo de resposta é ruim e a taxa de chargeback também é alta, de nada adianta aumentar o volume de aprovações.

Taxa de reprovação e falsos-positivos

Barrar fraudes, pura e simplesmente, é fácil. Bastaria reprovar todos os pedidos com traços minimamente fora de um determinado padrão. Alguns fornecedores atuais do mercado, inclusive, cometem este erro.

Não são raras as vezes em que um varejista tem de lidar com clientes legítimos entrando em contato para reclamar a reprovação de um pedido. Pensando em tempos nos quais as redes sociais deram voz ativa a todas as pessoas, imagine o tamanho de prejuízo de reputação que tal fato pode gerar.

Muitos comerciantes estão fixados em evitar os prejuízos de aprovação de pedidos fraudulentos. No entanto, as estatísticas mostram que os custos da reprovação de bons pedidos podem ser maiores. As perdas por falsos-positivos totalizam cerca de US$ 118 bilhões por ano no e-commerce mundial, o que é 13 vezes maior do que os prejuízos com fraudes em cartões de crédito.

Tempo de resposta

O tempo médio de resposta de cada transação é um indicador valioso. O consumidor digital é cada vez mais ansioso, e dados de consultorias mostram que 53% das pessoas tendem a desistir de transações quando a resposta não é imediata. 

Agora, imagine em seu e-commerce quantos clientes podem, por exemplo, abandonar os carrinhos de compra no momento do checkout porque sua análise antifraude é relativamente demorada. Analisar pedido a pedido, de maneira quase que manual, é inviável para quem pretende escalar o negócio e obter sucesso. Procure fornecedores que prezam, entre outras coisas, pela rapidez na resposta

Chargeback

Chargeback é o nome dado ao estorno que acontece quando o titular de um cartão não reconhece uma compra. O problema é que, dependendo da plataforma que se usa, é possível que o varejista nem sequer conheça a taxa de chargeback de sua empresa – ou então ele até conhece o número, mas não sabe se é uma taxa alta ou baixa, aceitável ou preocupante.


Conhecer a taxa de chargeback, bem como saber se ela está dentro da média de seu nicho de mercado, é primordial para o desenvolvimento sustentável de todo e qualquer negócio.

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SEO para E-commerce: estratégias para sua loja aparecer na busca orgânica img
#Marketing

SEO para E-commerce: estratégias para sua loja aparecer na busca orgânica

Sim, a gente sabe que você conhece SEO, também sabemos que prefere usar mídia paga e deixa ele de lado no dia a dia do seu negócio. Neste artigo vamos mostrar porque você precisa trabalhar o SEO para e-commerce com a ajuda do nosso especialista no assunto, Luiz Gallo.SEO para e-commerce: importante e muitas vezes desvalorizado  A cobrança sobre resultados imediatos gera pressão e faz com que, muitas vezes, o SEO seja deixado de lado por grandes empresas e lojas virtuais. Isso porque os investimentos de mídia paga geram resultado na hora, ou seja, você paga e recebe aquele acesso ou clique em um curto espaço de tempo.Com SEO para e-commerce, você recebe o retorno em médio e longo prazo, faz investimentos que serão colhidos com o passar do tempo, e justamente por isso, são extremamente consistentes. Uma pesquisa recente realizada pela Conversion mostra que 77% dos brasileiros preferem clicar nos resultados da busca orgânica do que da busca paga. Se você não investir em SEO para ter um bom posicionamento no Google, chamará a atenção apenas de 23% dos clientes em potencial, o que nos leva a uma importante pergunta: você quer abrir mão de 77% de seus clientes em potencial?Se você não é louco, sua resposta foi não e vamos falar de como fazer o SEO do site para alcançar um bom posicionamento.Se você está chegando no blog pela primeira vez, já demos algumas dicas importantes de organização de SEO em posts anteriores, como o “9 dicas de SEO para o seu e-commerce” e o “15 dias de SEO para otimizar o seu site para os motores de busca” que irão complementar as dicas que daremos a seguir.Estratégias de SEO para e-commerce que você precisa saberSe SEO é um conjunto de práticas e estratégias para que nossas páginas sejam relevantes para o Google, nada melhor do que chamar esse gigante da internet para discutir a relação e entender como podemos melhorar nosso posicionamento. Temos diversas ferramentas que o próprio Google oferece para que possamos mensurar nosso desempenho e garantir melhorias. Fique sempre atento ao Google Search Console, onde você saberá tudo sobre a busca orgânica do site. O Google Meu Negócio também ajudará você a apresentar informações importantes sobre sua loja que serão exibidas para seus clientes, gerando mais confiabilidade e, consequentemente, conversão.Outra ferramenta importante do Google é o Page Speed Insights, uma análise em detalhes do tempo de carregamento do seu site e o que você precisa fazer para ter um site mais rápido e garantir uma melhor experiência para os usuários.De nada adianta uma boa estratégia de palavras-chave para e-commerce, ótimos textos e páginas bem otimizadas se o seu cliente precisar esperar 10 segundos para suas páginas carregarem.Problemas com tempo de carregamento arruinam boas estratégias de SEO para e-commerce, pois como consumidores, somos exigentes e impacientes, se uma página que clicamos não carrega, iremos rapidamente para uma segunda opção.Como fazer o SEO do site?Mobile é fundamentalPensou que este seria o primeiro post de SEO de 2020 que não falaria de mobile? Pensou errado!Sabemos que é um tema muito debatido, mas desde 2015, a maioria das experiências online são feitas por meio de celular e você precisa se adaptar ao seus clientes para oferecer uma melhor experiência. Inclusive já escrevemos um infográfico contando porque estamos na Era Mobile Only e não Mobile First.Involuntariamente, muitas vezes por hábito ou tradição, desenvolvemos nossos sites sempre pensando em desktop quando temos 70 a 80% dos usuários acessando por celular.Entenda sua audiência e construa a melhor experiência para ela a partir de dados e comportamentos para que o processo de compra seja natural. Se a maioria dos meus clientes em potencial acessam meu site por celular, isso significa que preciso pensar primeiro em minha versão mobile e depois no desktop.Experiência, experiência, experiênciaVocê já deve ter percebido que falamos muito sobre oferecer a melhor experiência para o seu cliente. Esta é basicamente a função do SEO para e-commerce.Se trabalhamos palavras-chave de interesse para nosso público-alvo em nossas páginas, temos bom tempo de carregamento e uma página atraente, a possibilidade da audiência se interessar mais e navegar pelo site é maior, a associação entre interesse e navegação são um ótimo caminho para as vendas.Para isso, é preciso analisar o comportamento do usuário quando acessa seu site. O Google Analytics oferecerá números preciosos, como o tempo de permanência do usuário no site, quantas páginas ele navega e quais são as páginas mais acessadas.Outro recurso importante são os mapas de calor, como o Hotjar e o Mouseflow, eles mostram o comportamento das pessoas quando acessam seu site, por onde navegam, onde mais clicam e quais as áreas que chamam mais atenção. Quando se tem um relatório sobre qual a navegação do usuário dentro das páginas, as páginas mais acessadas e o tempo e perfil de navegação dentro do site, temos recursos para melhorar a experiência para conseguir mais clientes.Mudanças de design, navegação, distribuição de conteúdos e botões de clique para venda podem fazer muita diferença na hora de fechar negócio.Relacionamento com a audiênciaQuando se inicia um negócio online, é preciso entender que a internet não é uma via de mão única, quando publicamos conteúdos ou vendemos produtos, estamos sujeitos a comentários de terceiros, críticas, elogios e sugestões.Estabelecer um relacionamento próximo com seus clientes indo além dos conteúdos para redes sociais pode ajudar muito na qualificação orgânica do seu site.Estratégias de inbound marketing, envios de e-mails marketing com recomendações de produtos e conteúdos poderão gerar mais acessos de uma audiência que já teve uma boa experiência em seu e-commerce e podem efetuar novas compras.O incentivo vai além dos produtos, solicitar comentários e recomendações no Google sobre a experiência de compra que tiveram poderá ajudar não apenas em sua qualificação na busca orgânica como também no convencimento de novos clientes que buscam validação e confiabilidade dos sites por meio de comentários e publicações de terceiros. SEO para e-commerce: Atualizações do algoritmo do GooglePresente e futuro: AEO e BERTO AEO, answer engine optimization é a parte do SEO responsável pelas buscas feitas por voz, um comportamento que vai crescer ainda mais nos próximos anos e já está provocando mudanças não só no algoritmo de buscas do Google como também no comportamento das pessoas ao realizar uma busca e em consumir produtos e conteúdo.O BERT,  como o Google batizou sua atualização do algorítimo de busca, muda o resultado de 1 a cada 10 pesquisas feitas no Google. A mudança privilegia tanto o mobile como as pesquisas realizadas por voz. Para oferecer um resultado mais preciso para as buscas de voz, o Google começou a considerar não apenas as palavras-chave como também as preposições e conjunções, ou seja, com o BERT, as frases ganham mais importância. O BERT também aumenta o destaque para quem oferecer uma experiência baseada na qualidade de informação. E-commerces com conteúdo de qualidade, focados especificamente no público-alvo ganharão mais destaque nas buscas, pois quanto mais qualificado e específico se torna o seu conteúdo, mais destaque ele terá com o novo algoritmo.Sites adaptados para todas as plataformas ganham ainda mais relevância, o Google Maps e o YouTube também entraram na atualização do algoritmo. Um dos objetivos da atualização do algoritmo do Google foi se adaptar às novas tendências de pesquisas feitas por voz, dados da KPCB mostram que cerca de 50% das pesquisas até o final de 2020 serão feitas por voz.Para quem vai trabalhar SEO para e-commerce, oferecer uma boa experiência mobile, explorar ainda mais conteúdos em áudio e vídeo e organizar os dados estruturados do site são o caminho para sair na frente dos concorrentes.Quer saber mais sobre SEO? Fique por dentro dos cursos de marketing da Digital House, temos aulas específicas para te mostrar como aumentar suas vendas com Search Engine Optimization e criar estratégias para a busca orgânica.Leia mais no blog DH:+ Como ter um site mais amigável?+ Customer Centric: como moldar sua estratégia com foco no cliente+ Como gerar leads: estratégias de marketing para ter uma base qualificada

Customer Centric: como moldar sua estratégia com foco no cliente img
#Marketing

Customer Centric: como moldar sua estratégia com foco no cliente

A primeira vez que ouvi falar sobre o que é estratégia Customer Centric foi acompanhando a trajetória de Jeff Bezos, atualmente o homem mais rico do mundo.Em um vídeo de 1999, Bezos explica que a Amazon tinha como missão não ser apenas uma das empresas customer centric (centrada no cliente) do planeta, mas sim a número 1 (missão que eles mantém até hoje).E a Amazon tem uma definição muito precisa para Customer Centric: ouça, invente e personalize.Customer Centric: passo a passo segundo a AmazonOuvirPrimeiro, você precisa ouvir os clientes. Empresas que não os ouvem, falham.Ouvir o cliente vai muito além de dar atenção quando ele reclama, não é apenas sobre ter um SAC eficiente.Este hábito envolve olhar todos os dados que esse cliente gera nas interações com a empresa. Ouvi-lo significa fazer pesquisas regulares de satisfação e resolver seus problemas antes dele ficar insatisfeito.Algumas perguntas chave para entender se você ouve o seu cliente:➜ Seus clientes indicariam o seu produto para outros?➜ Quando sua empresa perde uma venda para a concorrência quais são os principais motivos de desistência?➜ Quando seus clientes trocam sua empresa por um concorrente qual é a principal reclamação?➜ Qual é a principal proposta de valor da sua empresa reconhecida pelos seus clientes satisfeitos?➜ Que recursos do seu produto ou serviço os clientes mais usam?➜ O que os clientes atuais sentem faltam no relacionamento com sua empresa?Se você sabe responder a maioria delas parabéns, você é uma empresa customer centric, se você consegue responder 3 ou menos ainda tem um bom caminho a percorrer.InventarSegundo, você tem que inventar para os clientes porque as empresas que apenas ouvem, falham. Não é o trabalho do cliente inventar para si mesmo.É muito comum as empresas trabalharem de forma reativa, sob demanda. Atender só quando se pede, criar algo mediante solicitação.O cliente não é o especialista no campo de atuação da sua empresa, aliás ele te procurou justamente por acreditar que você pode resolver um problema melhor do que ele faria sozinho.É trabalho da empresa criar novas soluções, produtos e serviços para atender o cliente plenamente. E para ser realmente inovador, você precisa resolver problemas que o consumidor nem sabia que tinha. E você deve fazer isso, obviamente, sem criar novos problemas!Após ouvir o cliente, faça um workshop de design thinking interno para projetar soluções para seus problemas. Qual foi a última vez que sua empresa se uniu para criar uma solução para o cliente?Se a empresa toda se une para apresentar os resultados do quarter ou fazer o orçamento do ano seguinte, mas não se une para resolver problemas do cliente, então definitivamente essa não é uma empresa customer centric.PersonalizarE o terceiro é personalizar, pegue cada cliente individualmente e coloque ele no centro do seu próprio universo.Você já fez uma análise cohort da sua carteira de clientes? Explicando de forma simplificada, uma análise cohort consiste em organizar seus clientes por características similares, as possibilidades são quase infinitas: produto consumido, ticket médio, frequência de consumo, canais preferidos de comunicação, dados geográficos, faixa etária, etc.Obviamente que para fazer isso os dados de todas as áreas que têm contato com o cliente devem estar disponíveis e relacionados de forma organizada. Observando diferentes segmentações de clientes é possível pensar em soluções específicas para cada grupo, recursos, funcionalidades, formas de pagamento ou outros aditivos específicos para a necessidade daquele grupo.Você já pensou se o seu produto, seus canais de comunicação e venda são acessíveis?Personalização não é apenas escolher a cor do seu carro ou a estampa da camiseta. Personalização envolver comprar, ser atendido e usar seu produto ou serviços como se aquilo tivesse sido pensado especialmente pra ele.Se o consumidor sente que todas as suas necessidades são atendidas, porque ele vai procurar a concorrência?Métricas para implementar uma estratégia customer centric na empresaSe você quer implantar uma estratégia customer centric na sua empresa precisará medir o seu desempenho, seguem algumas formas de medir seu sucesso com os clientes:Taxa de Churn - Conquistar novos clientes é bom, mas se você não está fazendo o mesmo esforço para mantê-lo provavelmente está faltando uma dose de foco no cliente. Quanto mais próximo de zero melhor.NPS - Net Promoter Score - Esse número varia de 100 a -100. O mundo perfeito encontra-se entre 75 e 100, de 25 a 75 em geral é considerado um desempenho muito bom. Se está negativo então vocês está encrencado! Saiba mais sobre como calcular o NPS aqui.LTV - Lifetime Value - O valor que o cliente gera dentro da sua empresa ao longo do tempo. Quanto maior melhor, esse número demonstra sua capacidade de manter esse cliente fiel.Então agora que você sabe como implantar e medir uma estratégia Customer Centric, mãos à obra! Quem sabe você não se torna o novo Jeff Bezos daqui 20 anos? ;)Leia mais no blog DH+ De olho no novo consumidor Digital First+ Inovação: como reinventar a minha empresa?+ Marketing com influenciadores: saiba como fazer sua marca bombar com influencers(*) Edney “InterNey” Souza é Diretor Acadêmico na Digital House Brasil, Organizador da Social Media Week São Paulo, Editor e Tradutor do WordPress.com para o Brasil, Colunista do ProXXima, Diretor da ABP (Associação Brasileira de Propaganda) e Conselheiro da ABRADi (Associação Brasileira de Agentes Digitais).

Dados abertos: como usar os dados públicos para gerar estratégias de negócio img
#Dados

Dados abertos: como usar os dados públicos para gerar estratégias de negócio

Dados públicos, também conhecidos como dados abertos, são uma fonte importante e de fácil acesso que podem entrar na estratégia de negócios de uma empresa. Aprenda como usá-los e a vantagem por trás destas informações ricas que estão à sua disposição.O que são dados públicos ou abertos?Dados públicos ou abertos referem-se à situação em que qualquer pessoa pode, livremente, ter acesso a determinados dados, podendo utilizá-los, compartilhá-los ou mesmo modificá-los em sua estrutura. Portanto, esses conceitos significam que alguns dados devem estar disponíveis para que qualquer um publique neles, usando-os sem restrições de direitos autorais ou patentes, por exemplo.Importante esta definição, já que a lei brasileira (Lei 12.527/11) deixa claro que é assegurado a todos o acesso à informação (art. 5º, inciso XIV) e que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou coletivo (art. 5º XXXIII). Ou seja, se o dado não é particular, ele é público, e não implicará punição diante da lei.   Quais exemplos práticos sobre dado público e dado privado?Na Digital House, respondemos essa pergunta com uma analogia bem simples, mas muito clara e objetiva.Imagine que Carlos, feliz da vida, acaba de adquirir seu iPhone novo, pago em 10x no cartão de crédito, com a operadora contratada responsável pela administração de seus dados. Mas, por uma fatalidade do destino, Carlos é roubado dias depois. Ele então vai à delegacia e faz um boletim de ocorrência. No contexto dos dados, Carlos representa um dado privado para a loja, para a operadora de cartões de crédito e para a operadora de telefonia. Mas, para a polícia, ele, com sua desafortunada história, passa a ser um dado público.Como eu identifico dados públicos para análise?Identificar sua natureza fica mais fácil quando você conhece suas diretrizes e tipos de fontes.3 diretrizes ou “leis” dos dados abertos:1. Se o dado não pode ser encontrado e indexado na web, ele é inexistente;2. Se não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquina, ele não pode ser reaproveitado;3. Se algum dispositivo legal não permitir sua replicação, ele não é útil.Tipos de fontes de dados  1. Websites: permite a customização e podem ser buscados de diversas formas, como via API, por download, arquivos etc;2. Sistemas: mesmas características dos websites, porém, é a forma mais utilizada;3. Manuais: mais utilizada para geração de dados ad-hoc, gerada por praticamente todos os tipos de dados e outras fontes disponíveis, com restrição de volume, estabilidade e formas. Como funcionam dados públicos para análise de negócios?Em março de 2020, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)  disponibilizou para consultas a base de dados abertos, atualizada até 31 de dezembro de 2019.Com essa mudança da gestão pública, no ponto de vista da inteligência de negócios, se abre outro panorama. A ferramenta pode ajudar na tomada de decisões sobre análise de crédito e gestão de risco, mas não só isso.Agora, é possível fazer uma análise mais profunda da concorrência, identificando players de mercado e até indícios de comportamento dos consumidores.E esse exemplo atual é apenas uma amostra de como as empresas, que unem tecnologia com inteligência de mercado, podem obter uma visão mais clara e assertiva de suas ações, conduzindo e estabelecendo um planejamento de longo prazo para aumentar faturamento e lucro.Afinal, os insights produzidos a partir desses dados representam uma poderosa ferramenta para entender pessoas, suas ações de consumo, prever tendências e compreender as dinâmicas do mercado. Na Digital House, nós acompanhamos de perto as mudanças e tendências que envolvem dados e todas as habilidades digitais que fazem a Transformação Digital sair do discurso. Conheça nossos cursos da área de Dados.Leia mais no blog DH:+ Pesquisas qualitativas: como analisar sentimentos e entrevistas?+ Introdução descomplicada ao Big Data: afinal, o que significa o termo?+ AWS: como funciona o Amazon Web Services